Seu navegador tentou rodar um script com erro ou não há suporte para script cliente.

Início do conteúdo
Topo do site, versão de impressão (Exemplo)
Página inicial > Comunicação > Notícias > Na segunda mesa da CESMu, destaque para fatores que adoecem as mulheres
RSS
Facebook
A A A
Publicação: 10/06/2017 às 10:17

Na segunda mesa da CESMu, destaque para fatores que adoecem as mulheres

Mesa foi mediada pela coordenadora Gisleine Silva - Foto: Divulgação SES
Mesa foi mediada pela coordenadora Gisleine Silva - Foto: Divulgação SES

 

Fatores que levam as mulheres gaúchas ao adoecimento foram tratados na segunda mesa da CESMu, que teve a mediação de Gisleine Silva, uma das coordenadoras gerais da Conferência. A “Situação da Saúde das Mulheres e os Determinantes Econômicos, Sociais e Ambientais que levam ao seu Adoecimento” ficou a cargo de Clítia Back Martins, pesquisadora da Fundação de Economia e Estatística (FEE).

Ao tratar da situação da saúde das mulheres, Clítia informou que a população gaúcha é composta de 51,33% de mulheres e 48,67% de homens. “As mulheres vivem mais, mas também são as que mais adoecem”. O RS é o estado com maior proporção de pessoas acima de 60 anos. Uma em cada seis gaúchas está nesta faixa etária. O índice de mortalidade materna é considerado alto, 48,65%  para cada 100 mil nascidos vivos. O Estado também possui incidência de HIV/AIDS maior que a média nacional. Segundo a pesquisadora, apesar de as mulheres terem mais escolaridade que os homens (8,28 anos contra 7, 95 anos), constituírem  59% dos trabalhadores com ensino superior e apenas 17% dos analfabetos, recebem salários menores e trabalham mais.

“O Mundo do Trabalho e suas Consequências na Vida e da Saúde das Mulheres” foi abordado pela psicóloga do trabalho Fabiana Machado, que argumentou ser preciso pensar a saúde aliada às condições de trabalho. “As mulheres tem aumentado sua participação no mundo do trabalho, mas isto não significa que tenham reduzido as desigualdades”. Conforme ela, a diferença salarial é um dispositivo de sofrimento, pois os homens têm sempre mais reconhecimento. “Vivenciamos um processo de adoecimento causado pelo trabalho, recebemos salários inferiores aos dos homens e não há valorização”.

A professora Miriam Alves, da Universidade de Pelotas, falou sobre “Vulnerabilidades e Equidade na Vida e na Saúde das Mulheres”. Ela destacou que um determinante social causador de doença é o racismo. “Este coloca a mulher abaixo de todas as hierarquias”. Ressaltou que as desigualdades verificadas na sociedade colocam as mulheres negras como seres inferiores.

Endereço da página:
Copiar
Conselho Estadual de Saúde
Endereço: Av. Borges de Medeiros, 521 - Mezanino
Centro Histórico Porto Alegre/RS
CEP 90020-020
Fone: (51) 3288-7970 3288-7971  3288-5992
Porto Alegre - RS