Governo do Estado do Rio Grande do Sul
Secretaria da Saúde
Início do conteúdo

Conselheiros da Região Sul debatem Controle Social em Pelotas

Publicação:

2013052712324520130516-093455.jpg
Participantes do Seminário Macrorregional em Pelotas

O Seminário Macrorregional para debater o Controle Social no Sistema Único de Saúde (SUS) na região sul do Estado ocorreu dia 16 de maio, em Pelotas, com a participação de conselheiros estaduais, representantes dos movimentos sociais e de gestão. Pela manhã foi discutido o Plano Estadual de Saúde, período 2012/2015, que está em debate no Conselho Estadual de Saúde (CES/RS), os aspectos de regionalização, regulação e acesso ao sistema de saúde e a Lei Complementar 141/12, que dispõe sobre o financiamento da política de saúde.

Os representantes do CERS/RS informaram sobre recente pesquisa elaborada pelo Governo do Estado – divulgada pelo Jornal O Pioneiro, de Caxias do Sul – que demonstra ser o setor saúde a maior preocupação dos gaúchos (46%), seguido de segurança (20%) e Educação (12%). Até bem pouco tempo, a disputa era parelha entre estes três setores. Se a saúde disparou, existem razões para isso, disse o conselheiro Cláudio Augustin.

Conforme ele, o índice revela que há problemas de adoecimento da população, aliado ao não atendimento. Historicamente, o Rio Grande do Sul é o Estado que menos gasta com saúde e o CES já entrou com várias denúncias no Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado pelo fato de não serem aplicados 12% dos recursos em saúde como prevê a Legislação. Além da falta de recursos há problema de gestão.

De acordo com o presidente do CES/RS, Paulo Humberto Gomes da Silva, ao mesmo tempo em que os gestores se desresponsabilizam do SUS, abrem espaço para a iniciativa privada. “Estamos em um momento de privatização galopante, com a desculpa de que o SUS não funciona, e a própria presidenta da República negocia isenção fiscal de planos de saúde”, afirma.

Lei 141/12

A Lei Complementar 141/12 vem sendo debatida em todas as regiões do Estado. Ela cria mecanismos de controle de aplicação de recursos e co-responsabiliza conselhos e conselheiros em caso de má aplicação das verbas. “O debate está posto e temos que nos preparar para bem executar a tarefa de exercer o controle social no SUS”, diz Paulo Humberto.

À tarde, a Educação Permanente para o Controle Social no SUS foi discutida em três grupos. Foi escolhida uma equipe de trabalho para dar sequência ao debate na região.

Conselho Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul